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Mensagem por Bree Fisher em Ter Nov 25, 2014 10:09 am


DADOS DA RP
ABERTA
BREE FISHER & CAMILLE MORRISON E QUEM QUISER CHEGAR JUNTO

TAGGS: 00:00. NEON CLUB. JANEIRO. FREAKING COLD.

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Bree Fisher em Ter Nov 25, 2014 2:34 pm


Oh, If I Knew
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O barulho de champanhe estorou, e um "Wooh" em uníssono se seguiu, demonstrando a animação da galera ao abrir a garrafa. As gargalhadas, e empolgação eram tão contagiantes que nem parecia que era a terceira vez na semana que iriamos pra balada.. Ou seria a quarta?
Beth, uma caloura filha de algum milionário da costa oeste, estava fazendo des-aniversário, que é um aniversário só que com a vantagem de que ela não estava um ano mais velha, e sim apenas um mês, o que é melhor do que um aniversário comum. Ou seja, blahblahblah pra bebidas, e festas, e compras no maior estilo possível.
Por isso estávamos na limousine alugada, e indo para o Neon Club como se estivéssemos comemorando uma despedida de solteiros. Meu celular apitou, assim que olhei no visor o nome, meu rosto se contorceu em uma carinha meiga, e logo a limousine se encheu com "Own" já sabendo quem era. Eu estava saindo com um carinha - Kyle da Omega, o que era pra lá de clichê.. Uma garota da Alpha, e um cara da Omega juntos.. A maioria da calourada que aspiravam ser de uma das fraternidades não falavam de outra coisa a não ser nosso recém relacionamento, até apostavam nomes dos nossos futuros bebês, o que não é de se espantar já que Kyle e eu eramos nobres integrantes de tudo o que há de bom em Yale, o Alpha e o Omega.. O que era quase bíblico.
Nessa noite Kyle e eu tivemos que nos separar, ele foi para alguma festa com os caras da fraternidade e eu estava aqui em uma limousine - apenas com as Alphas - indo para uma noite que prometia. Beth, que exibia uma coroa pequena na cabeça, fazia biquinho e tirava dúzias de selfies com duas calouras, postando todas no instagram. Revirei os olhos e então peguei o celular de Beth e entreguei para Chloe, uma veterana. - Querida, você não vai querer parecer desesperada postando 50 fotos iguais, e nem tendo uma evidência de que você esteve bêbada numa quinta feira como uma perdedora...Se for para festejar, que seja com classe. - Disse, e Beth fez um beicinho ao ter seu celular confiscado, mas não me contrariou, afinal ela podia ser milionária, mas ainda era uma caloura, e se quisesse ter uma vida longa na Alpha, ela teria que andar nas regras.
Rebecca era nossa lider, mas ela raramente saia com as calouras e não tinha que aturar o comportamento tipico de uma garota riquinha que acabou de adquirir a tão querida liberdade dos pais que acabava exagerando. Esse era um trabalho para outras veteranas, como eu, Chloe, e Tereza.. O que em outras palavras nos transformava em baby-sitter, ensinando os primeiros passos paras as bebês que um dia dariam seguimento a nossa fraternidade.
Quando chegamos, Beth e as outras calouras foram festejar no meio da pista de dança, enquanto eu, Chloe e Tereza íamos até a área VIP, como sempre. Sentei por alguns minutos esperando as coisas esquentarem de verdade, afinal nada mais deprimente do que dançar junto com mais 5 ou 6 coitados no começo de festa. Suspirei enquanto olhava Beth e suas amigas cometerem erros épicos de quem quer ser a nata da sociedade de Yale... E pensei o quanto essas festas, regras de etiqueta, e aristocracia se tornaram minha rotina depois de anos sendo uma pessoa completamente diferente em casa... Ou pensar nisso senti um arrepio e percebi que uma balada cheia, pode ser bem deprimente quando você não tem uma boa bebida na mão. E por falar em bebida..
Me aproximei do bar encontrando minha distração favorita. - Miss. Morrisson, como é bom te ver de novo. - Minhas palavras fossem tingidas de ironia e sarcasmo para a barwoman, já que tinhamos uma antipatia de longa data. - Incrível como depois de tantas noites sem dormir, e aguentando gente bêbada você tem tão pouca olheira.. - Alfinetei para o deleite de Chloe e Tereza. - Eu perguntaria qual produto você usa.. Mas eu realmente não me importo.. - Sorri, um sorriso forçado que durou menos de um segundo e a encarei pelo dobro do tempo com um misto de raiva e implicância. - Três martines com cereja, pra entregar na nossa mesa. - Fiz o pedido com autoridade e um tanto petulante e então fiz menção de me virar, porém girei meu corpo novamente. - Ah, e não cospe, é falta de educação, e eu odiaria ter que reportar outra queixa ao gerente, queridinha.  - Sorri, então me virei para nossa habitual mesa das Alphas enquanto esperava nossos drinks e a festa esquentar mesmo.
#NEONCLUB #WITHTHEBITCHES #ALPHAGIRLS#BLACKDRESS #Oh, if I knew @


Última edição por Bree Fisher em Qua Nov 26, 2014 5:12 pm, editado 1 vez(es)

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Camille Morrison em Qua Nov 26, 2014 4:27 pm


Baby Doll


Mais uma noite começava no Neon. E Camille tentava não pensar em seus problemas pessoais, que eram muitos por sinal, queria apenas se concentrar no trabalho e então voltar a pensar em TJ ou Trent tão cedo. Serviu muitos drinks, cervejas, whiskys e vodkas aquela noite, e agora para piorar o seu dia, a nojentinha, metida a besta, da Alpha, Bree alguma coisa, a viera importunar novamente.

Cami realmente não entendia o porque da loira insistia em vir até o bar em que ela trabalhava, se o desgosto entre a duas era mutuo. Da última vez, a garota pegara Camille num dia péssimo, tinha tido uma das piores brigas em sua casa, e para piorar TJ tinha ido para sua maldita viagem, e então a loira a infernizou tanto que cuspira na bebida dela, mas foi pega de delatada para Jeremy, o dono do Neon.

Claro que levara apenas uma advertência na frente da esnobe da Alpha, Jeremy não tinha ficado tão bravo assim com Cami, ela era como filha para ele, levara mais um puxão de orelha.

Respirou fundo, voltando a realidade, e então fuzilou a garota com o olhar, antes de começar a preparar a bebida dela. E ela ainda queria que levasse a mesa dela.

- Vadia do caralho, viu!

Praguejou baixinho, mais para si mesma do que para qualquer outra pessoa. É claro que a garota não ouviria, ela já estava em sua mesa, para onde Cami estava se dirigindo agora, levando os martini. Depositou as bebidas na frente das barbies fodidas da Alpha e usou seu tom mais irônico.

- Está tudo aqui... - olhou para Bree - Boneca! Mais alguma coisa?

Bufou quando a garota não pediu nada, revirou os olhos e voltou para o bar. A menção da palavra 'boneca" a lembrou de Trent, e a forma como ele a chamava. Sentiu um aperto no peito, queria que ele estivesse aqui.





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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Eadlyn Lance em Qui Nov 27, 2014 9:51 pm




I'm gonna get in trouble


O barulho de música eletrônica era ensurdecedor, mas aparentemente aquele era o melhor lugar para se divertir à noite que havia nos arredores da universidade. Viu um grande número de universitários, principalmente calouros; no primeiro ano, todos achavam que a faculdade não passava de curtição, até descobrirem que precisavam estudar pra passar, o que era um grande choque pra alguns. Eadlyn já havia passado há muito dessa fase, mas gostava de ir ao Neon de vez em quando, e como as aulas estavam apenas começando, ela pensou que seria uma boa hora pra se divertir e beber um pouco.

Logo que entrou se dirigiu até o bar. A barwoman era uma moça muito bonita, que não podia ser muito mais velha do que ela, de aparência carrancuda. – Ei – chamou Eadlyn. – Noite ruim? – não esperava que a moça se dispusesse a responder, então tratou logo de escolher alguma coisa: - Eu vou querer só uma cerveja, por favor. Esperou até que a barwoman lhe passasse uma Heineken por sobre o balcão, praticamente correndo em direção à pista de dança na esperança de encontrar algum conhecido.

Normalmente Eadlyn não saia sozinha, e nem naquela noite havia planejado fazer isso. Gen havia marcado de se encontrar com ela lá, mas a garota estava muito envolvida com suas colegas Alphas para notá-la. Nessas horas era melhor deixar pra lá; não queria se meter com as garotas da outra fraternidade e começar uma briguinha por uma besteira qualquer.

Naquela noite estava vestindo um vestido azul royal justo e saltos de 15 cm, pra compensar sua altura. Eadlyn não saia à noite pra “caçar”, diferente do que muitas pessoas pensavam, mas ela gostava de se sentir bonita. Não dava muita importância ao fato de ainda estar solteira quando a maioria das garotas que conhecia tinha pelo menos um caso com alguém. Tinha meio que a crença de que em algum momento acharia o cara certo e isso a satisfazia, por ora.

O espaço ficava mais apertado a cada passo que dava, e logo ela estava se sentindo sufocada e reclamando por ar. Na pressa de sair do meio da multidão, viu-se cambaleando de qualquer forme em direção a uma mesa, logo após ter sido empurrada por um brutamonte da Beta. Tarde demais, percebeu que todo o conteúdo de sua garrafa estava na roupa caríssima de Bree Fisher, mais uma das barbies da Alpha. Sabia que tinha feito merda quando a garota pareceu prestes a pular em seu pescoço.

valeu @ carol!


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Mensagem por Bree Fisher em Sex Nov 28, 2014 11:44 am


Oh, If I Knew
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Eu tinha que reconhecer que Tereza e Chloe não eram as pessoas mais inteligentes do universo. Tipo.. Não existe diferença entre namorar o primo, ou "primeiro-primo". Isso simplesmente não existe. Porém  Chloe estava certa de que isso e mudava completamente o cenário dela estar de olho em seu "primeiro-primo", Patrick.
Eu abanava a cabeça negativamente, e revirava os olhos quando Camille vinha deixar nossas bebidas. - Obrigada queridinha, por enquanto é só.. - Respondi quando ela me perguntava se queria mais alguma coisa. Acompanhei com os olhos Camille voltando para o balcão, quando Eadlyn, uma garota da Kappa se aproximava dela e fazia algum pedido. Me deixei devagar um pouco sobre isso.
As kappas tinham esse lance de ajudar instituições, são garotas engajadas em causas sociais e aos menos favorecidos o que faziam com que elas se achem tão melhores que as Alphas porque elas tinham um ideal. Mas vejam bem, nós alphas frequentamos muitos jantares de caridade, eu não conhecia uma garota da alpha que não ajudasse pelo menos uma instituição de caridade, ou ONG, a unica diferença é que os nossos cheques tinham muito mais zeros, o que fazia de nós, as melhores filântropas.
Contente com a minha conclusão, dei de ombros e voltei a prestar atenção nas duas veteranas que agora tagarelavam sobre quem beijava melhor, Patrick ou James. Um tópico pra lá de entediante, já que todos sabiamos que James não só era o melhor beijoqueiro, como também melhor na cama. E era meio triste todas sabermos disso com tamanha certeza... Pensando bem.. Não tanto.
Senti meu celular vibrar na minha pequena carteira de mão, me tirando do transe da memória pouco ortodoxa com James, me deparando com o retrato de um senhor de meia idade, embora muito em forma, com cabelos claros e olhos verdes como os meus.. Ted Fisher não era um homem que desistia facilmente, e mesmo eu ignorando suas ligações nas ultimas semanas, ele me ligava religiosamente às 00:30, todos os dias. Arrastei o dedo até o icone vermelho ignorando a ligação, e então olhei para frente.
Apesar de ter sido rápido vi o liquido da garrafa jorrar sobre minha camisa de seda fina em câmera lenta. Senti o liquido gelado na minha roupa e depois da minha pele, me deixando aturdida. Chloe e Tereza levantaram a =s mãos e começaram a chaqualhá-las rapidamente em pequenos tapinhas, soltando gritinhos agudos como se elas estivessem molhadas. Meus lábios estavam escancarados em um "o" quando eu assimilava o que tinham acabado de acontecer. Olhei para Eadlyn com ódio, asfixiando a garota mentalmente. Levantei, P de vida, e sorte da garota que tinha uma mesa entre mim e ela.
- SUA RETARDADA, NÃO OLHA POR ONDE ANDA? - Berrei, sentindo alguns olhares sobre mim, alguns rindo, mas principalmente, esperando alguma reação da minha parte. Tereza e Chloe revesavam olhares entre mim e a meio metro a minha frente, curiosas.
Eu encarava a garota de cima, já que meus 1,70 em conjunto com o meu salto de doze centimetros me deixavam quase o dobro do tamanho de Eadlyn com salto, enquanto sentia o tecido gelado me fazendo tremer, ou era a raiva.. Mas não dava pra saber. - Tira a roupa. Agora. - Falei cada silaba com ódio, e veneno escorrendo em cada letra.
Antes que ela protestasse, Tereza e Chloe se colocaram ao lado dela, impedindo que a garota fugisse, e como as duas eram tão altas como eu, Eadlyn não teria a menor chance. - Se não tirar, Chloe e Tereza vão tirar bem mais que só o vestido, e você vai se arrepender de ao menos pensar em dizer "não"!! - Com a perspectiva de ver a Kappa tirar a roupa, vários caras se aproximaram, começando com  vários assobios e comemoração.
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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Eadlyn Lance em Sex Nov 28, 2014 10:48 pm




I'm gonna get in trouble


Eadlyn nunca foi a pessoa mais sortuda do mundo. Quando tinha cinco anos, ao tentar aprender a andar de bicicleta, caiu de boca no chão quebrando os dois dentes da frente, que só nasceram de novo porque ainda eram de leite. Aos doze, quando tentava impressionar Thommy Simpson, que na época era o garoto mais lindo do mundo para ela, fez um poema meloso que só serviu de chacota para que toda a turma risse dela por meses. Mas as tragédias continuaram a se repetir ao longo dos anos, quando prendeu a saia na moto de Harry Smith, por exemplo, enquanto eles davam uns amassos no terceiro ano do colegial, o que acabou fazendo com que a coisa mais adorada pelo garoto – a moto em questão, que tinha até apelido! – sofresse sérios aranhões quando foi ao chão. E ela nem gosta de lembrar do discurso de formatura que foi um completo desastre, quando ela lembrou de seu cachorrinho Pooh que havia morrido no verão anterior e teve uma crise de choro na frente de toda a Lowell High School.

E agora aquilo.

Na verdade, estava demorando pra que ela passasse por algum vexame em Yale, e por um momento Eadlyn chegou a sonhar que sua má sorte havia desaparecido; mas essas coisas acompanham a gente ao longo da vida toda, aparentemente.

Bree estava louca de ódio, seus olhos a denunciavam. Mas nem todo o ódio do mundo seria justificativa para o que ela mandou que a Kappa fizesse – sim, “mandou”, porque aquele tom de voz não podia significar outra coisa. Eadlyn riu na cara da loira. – Olha, eu posso ser retardada... Mas você é doente se acha que eu vou ficar sem roupa no meio dessa gente toda. Seria uma piada engraçada, se fosse uma piada. O que pelo jeito não era, a julgar pela postura da garota Alpha. Bree era do tipo que estava acostumada a ter seus pés beijados por qualquer pessoa que se aproximasse a pelo menos 2 m dela, o tipo que Eadlyn repudiava. Ela as classificava como “garotas com complexo de rainha do colegial” ou, ainda, com “síndrome de Peter Pan”, do tipo que nunca cresce. Será que não dava pra perceber que o ensino médio havia ficado pra trás?

Sentia-se cada vez mais diminuta – e estava acostumada a essa situação – sempre que as barbies Alphas se aproximavam dela. E arregalou os olhos quando as duas oxigenadas que estavam com Bree se posicionaram, uma de cada lado. As coisas pioraram quando a Alpha-mor começou a proferir ameaças. Tentou se desvencilhar, mas as garotas, apesar de parecerem burras, eram fortes, tornando impossível que ela saísse do meio delas. Viu que não teria alternativa, e se tivesse que ser humilhada, que fosse por sua própria conta. – Está bem, sua sociopata. Você pode ficar com o meu vestido... A sua roupa nem ‘tava combinando mesmo – arrancou a única peça que protegia seu corpo pálido dos olhares alheios e nessa hora percebeu que eles eram muitos. “Lembre-se da técnica da melancia, Eadlyn”, sua mãe havia lhe dito no colegial, pra facilitar suas apresentações de trabalho. “Imagine que todos eles são melancias”. Muitas melancias! Aquilo ia ser o fiasco do século. Sua reputação estava arruinada.

Jogou o vestido azul no colo da loira, odiando seu sorrisinho debochado. – Quer minha lingerie também, ou não está precisando de doações de sutiã? – perguntou, cruzando os braços, como se estivesse perfeitamente confortável só com um conjunto Victoria's Secret todo preto.

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Mensagem por Bree Fisher em Sex Nov 28, 2014 11:38 pm


Oh, If I Knew
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Chloe e Tereza vieram da mesma escola do sul de Miami, as duas tinham o porte atlético, de duas cheerleaders ensolaradas, loiras platinadas, altas e esguias. As duas haviam abandonado a vida no esporte quando entraram para a faculdade, e como a tradição mandava, entraram na Alpha porque suas mães eram Alphas, e suas avós antes delas. Apesar de terem largado o condicionamento físico eu duvidava que as duas eram menos hábeis, ou fortes do que eram a alguns anos atrás.
Ao nosso redor, haviam pessoas e mais pessoas se amontoando em cima uma das outras para ver o striptease da Kappa, alguns fazendo apostas se ela iria tirar ou não. Outros apostavam se nós quatros iriamos tirar a roupa, ou se ia rolar o foursome bem na pista de dança. Eu sentia pena de quem havia apostado em Eadlyn, ela não tinha a menor chance de sair dali vestida, embora eu confesso, tenha sido bonitinho ver ela tentar.
Aguardei em silêncio e com a mão na cintura, sem precisar de muito mais para manter a altoridade, e logo ela estava se despindo, fazendo com que o Neon Club inteiro entrasse em combustão. Havia gente tirando as notas dos bolsos e entregando de má vontade, outros segurando muitas verdinhas enquanto quase babavam no corpo da Kappa, e caíssem na risada. Revirei os olhos, afinal ela não era tudo isso.. Vi Beth empurrando todos os marmanjos até se aproximar e então joguei meu celular para ela. -  Isto você pode filmar.. Vai ser um hit antes do amanhecer..
Assim que ela me jogou o vestido, dizendo que a minha roupa não combinava eu comecei a rir, como se ela tivesse acabado de me contar uma piada. Segurei o vestido dela, que ela provavelmente comprou na Seers, pelos ombros, fazendo uma cara de nojo, mas sem parar de rir. -  Você achou mesmo que eu iria vestir? - Eu perguntei, e por enquanto o barulho que enchia o lugar, havia diminuido drasticamente. Soltei o vestido na mesa, aonde boa parte do liquido se concentrava, e comecei a usá-lo para limpar a mesa, sem tirar os olhos da garota, enquanto eu via o vestido ser destruído enquanto era esfregado na cerveja. -  Agora ele ta aonde devia estar.. E você não paga mais nada por isso. - Soltei um sorriso venenoso, enquanto os caras que a cercavam cecavam Eadlyn de cima a baixo, como um bando de leões esfomeados.
Eu estava prestes a liberar a Kappa, quando ela mencionou as roupas intimas... Sabe, eu estava começando a me questionar se a garota era uma dessas pessoas quem sentem a necessidade de ser humilhadas em público, mas como todos sabem, eu não costumo decepcionar. -  Querida, - Dei um passinho para frente, trocando o peso de uma perna para outra, me inclinando levemente para ela. - Siga o exemplo das feministas que você tanto ama, e queime isso.. É um favor que você faz a si mesma! - Disse e então acenei com a cabeça para Chloe e Tereza, que se afastaram da garota, desfazendo a cara séria, começando a rir descontroladamente, enquanto alguns tiravam fotos, assobiavam, e gritavam fazendo tudo aquilo parecer um circo.
Cansada da atenção que estavam dando para a Mindinha, levei os dedos até a boca, assobiando mais alto que todos. - Proxima rodada, por minha conta!- Todos gritaram em unissono, e então quando todos voltaram a fazer seja lá o que estavam fazendo antes,voltei a me sentar, quando Chloe e Tereza vinham dar uma olhada na minha blusa arruinada.
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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Dash Williams em Sab Nov 29, 2014 12:35 pm

I'll Stand By You
NeonClub | Clothes | Eadlyn
Devia fazer uns dez graus abaixo de zero, e segundo a metereologista, Sally Park, fazia um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos, e se até para o bom povo de New Haven estava drásticamente frio, para mim estava fodendamente insuportavel. Atlanta, mesmo no inverno, nunca era tão gelado, e eu confesso que estava com saudades da minha terra natal, e por isso fiz o que qualquer pessoa faz quando está com saudades de casa.
Uma balada é um lugar particularmente triste, já que muitos estranhos se reunem, em um lugar apertado dando a estranha impressão de não estão sozinhos, quando na verdade estão mais sozinhos do que nunca. Porém as possibilidades não eram tao vastas no meio do inverno, e no periodo letivo, e como o time de football em peso estava combinando de ir resolvi que não poderia ser tão ruim.
Assim que abri a porta da Neon Club, pude sentir meus músculos relaxarem com o calor que fazia lá dentro. O aquecedor, e o suor da pista de dança fazia com que a temperatura variasse drásticamente do lado de fora, para o lado de dentro. O que já fizeram maravilhas pelo meu humor.A música estava ensurdessedora, alguma batida tcheno moderninha, e mal tinha colocado o pé dentro do lugar, e já pude reconhecer vários rostos da faculdade, alguns eram colegas de classe, mesmo sendo quinta a noite.
Cumprimentei alguns caras do time que já haviam chegado quando Candy, uma cheerleader loirinha estilo mignon pulou no meu pescoço, toda serelepe, e começando a tagarelar sem parar sobre algo que eu não tinha ideia do que era. Sorri para ela, e depositei um beijo em sua bochecha, enquanto a rebocava para perto do bar para pegar uma cerveja.
O caminho estava praticamente intransponivel, e ainda mais que de meio em meio segundo eu parava para cumprimentar alguém. Candy me seguia dando um desses sorrisos alegres com todos os dentes, como uma criança na manhã de natal, não precisando de nenhum incentivo para continuar a falar sem parar, não prestando atenção alguma no caminho. Infelizmente Big Joe, um cara que não tinha conseguido o apelido por piada, vinha derrubando quem é que passava pela frente, e então puxei Candy que provavelmente teria sido esmagada se tivesse ficado entre Big Joe e sua cerveja. Infelizmente, ao salvá-la, empurrei alguma garota ainda menor que Candy, que estava atrás de mim, fazendo-a derrubar sua cerveja em ninguem menos que Bree Fisher.
Não havia ninguém em Yale que não conhecesse Rebecca, Bree e as outras alphas que eram bem conhecidas porsuas maldades. Senti dó da pequena garota morena que agora enfrentavam a furia da Alpha. Pensei em interferir, quando a garota começou a protestar, mesmo tendo noção de com quem estava falando. Não pude evitar de rir da cara azeda que Bree fazia ao ver ser contrariada, e naquele momento, eu soube que admirava a morena pela sua coragem.
No entanto, a coragem da garota não adiantou muito e para a alegria geral da nação, ela tirou o vestido e jogou para Bree, e confesso que também comemorei ao ver a garota só de lingerie, fazendo Candy me lançar um olhar indignado. Assim que a garota foi liberada, eu a segui esquecendo Candy completamente.
Tive que atropelar algumas pessoas no caminho, mas assim que eu a alcancei, a segurei pelo braço. - Ei, ei espera.. - Disse com um sorriso divertido no rosto,fazendo a garota se virar para mim. Me indignando um pouco com a beleza da garota. - Nossa.. belo show vocês fizeram ali, ein!  - Disse sem conseguir conter o sorriso, que saiu meio torto já que eu ofegava com a corrida até a garota. - Eu queria dizer que sinto muito por ter te empurrado..  - Nesse instante a movimentaçao diminuiu e eu pude ver a pele clara em contraste com o sutiã e calcinha escuras. Percebi a minha falta de discrição porém, como sempre não podia perder a piada. - Mas eu não sinto.. - Soltei, junto com um sorriso malicioso e sacana, porém percebi que nessa altura a piada não teria sido assim tão engraçada.
- Estou brincando..  - Suspirei, lançando um olhar que dizia"vou-me-comportar-prometo" emendei logo. - Sou Dash.. Williams.. E gostaria de compensar toda essa confusão. - Assim que disse isso, tirei Minha blusa pesada de lã ficando com apenas a blusa cinza de algodão, e entreguei-a para a  morena. - Eu sinceramente sinto muito. - Disse, lhe dirigindo o meu melhor olhar de cachorrinho sem dono.
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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Richard Bondurant em Sab Nov 29, 2014 12:45 pm



∞We take care about family∞



Ele não estava ali para se divertir, muito pelo contrário. Fazia tempo que ele havia deixado de frequentar esse tipo de local, Rick não era mais um adolescente. Olhou em todos os cantos e lugares do neon, ele estava um pouco perdido. Onde diabos Trent estava? Foi então que teve um vislumbre de alguém muito parecido com ele perto do bar. - Filho da mãe. - Murmurou enquanto caminha a passos largos até o idiota do seu irmão. - O que você está fazendo? E quem deixou você pegar essa garrafa? - Trenton estava deplorável. Não fisicamente, mas Rick conhecia seu irmão o suficiente para saber que este estava na merda.


- Bostinha! - Rick bufou enquanto tentava pegar a garrafa do seu irmão. - É minha cara, pega uma pra você. - Trent bebia direto do bico sem enquanto se afastava o outro. - O que você está fazendo com você mesmo seu idiota?
Trent ficou sério por alguns segundos antes de responder. - Você não entende, e nem vai entender. Vou beber a isso. - Tomou um gole. - Você é um puta sortudo! - Mais um.
- Trenton, para com essa merda.
- Fácil falar. Eu poderia ter a mulher que eu bem quisesse, mas a única que eu quero me ignora e provavelmente me odeia. Vou beber a essa merda também! - Trent virou a garrafa, quase terminando com o litro todo.
- Você deveria esquecer isso cara. Não vale a pena. - Trenton estava parcialmente ouvindo Rick enquanto encarava um grupo de garotas num canto. Todas elas acenavam para eles. - É o que eu estou tentando fazer. Na verdade, estou fazendo isso agora. - Seu irmão saiu em direção as garotas enquanto ria. Cara, ele estava na merda.


Tudo por causa de uma garota. Ele nunca passaria por isso, e Trent estava certo em dizer que ele não entendia. Rick agradeceu a Deus, ele nunca passaria por isso. Nunca se deixaria numa situação daquela por quase de alguém.
Seus olhos percorreram o bar até achar o motivo de toda aquela confusão mental que seu irmão estava passando. Ele se dirigiu para o balcão balançando a cabeça negativamente quando a bartender lhe ofereceu uma cerveja. - Você sabe que isto não é justo. - Rick não estava falando da bebida e ele sabia que Camille tinha entendido o recado. Ele a encarou esperando uma resposta. Aquilo não era só por Trenton, afinal era a família dele que esta em jogo ali.


Pelo canto de seus olhos, um reflexo vermelho passou e ele enrijeceu. O que diabos ela estava fazendo ali? O sua noite não poderia piorar mais? Lá estava aquela garota ruiva, a sua nova monitora. Jesus, ele tinha o maior respeito por sua alunas, mas ela era incrivelmente bonita, ainda mais agora sem aquelas roupas do dia-a-dia. Balançou a cabeça voltando em direção a Camille. - Então? Ou você acaba logo com isso e conta de uma vez. Ou eu conto. O que vai ser?

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Camille Morrison em Sab Nov 29, 2014 8:56 pm


Baby Doll


Quando voltou para o bar, depois de atender as vadias da Alfa. A noite parecia piorar a cada segundo e teve certeza disso quando voltou para o bar e viu Trenton ali, primeiro seu coração bateu mais rápido, seu estomago deu cambalhotas e suas mãos suaram. Mas então quando se aproximou mais, viu que ele estava sendo atendido por Ravenna, que não esperava por ela.

Aproximou-se cautelosamente e voltou para trás do balcão. Encarou-o por um momento, e notou que ele fez questão de virar a cara para ela. Ela murmurou um ”Certo!” baixinho e voltou a trabalhar servindo diversos drinks e cervejas.

Uma moça de cabelos negros, que Cami sabia que era uma Kappa perfeita, aproximou-se pedindo uma cerveja. Ela foi até a geladeira e abriu uma Heineken, colocou em cima do balão e então olhou na direção de Trent, que bebia seu Whisky no gargalo.

- Você não tem nem ideia. – disse respondendo a pergunta da garota, que se afastou. Então Cami tomou coragem e aproximou-se de Trent – Se vai me ignorar a noite inteira, sugiro que faça isso direito e vá para o bar sul.

Ela estava brava, brava com ele por ser um fodido idiota, com ela por ser uma cadela, brava com o universo. Revirou os olhos e saiu dali pisando duro, para atender outros clientes que a chamavam. Foi então que viu Richard, o irmão gêmeo de Trent se aproximar, e por mais que fossem gêmeos idênticos era clara a diferença entre eles. Richard se vestia com roupas mais sociais enquanto Trent era bem mais despojado, e seus olhos, bem seus olhos eram inconfundíveis para ela. Camille sempre preferia Trenton Bondurant a qualquer outro, mas ele sempre esteve fora de seu alcance.

Atendeu seus clientes, mas prestou muita atenção na conversa dos gêmeos. Richard mandava que Trenton parasse de beber e pela primeira vez, ela concordava com o gêmeo engomadinho. Quando Trent se levantou e saiu, indo em direção a algumas vadias que se engraçavam para ele, seu coração se partiu em milhões de pedacinhos. Não pode esconder, por mais que quisesse, que havia ficado mortalmente magoada.

Mordeu o lábio e tentou se concentrar nos pedidos que lhe faziam. Mas então encontrou os olhos acusadores de Richard, lhe dizendo que o que ela estava fazendo não era justo, e que ela devia contar a ele, ou ele contaria. Então seu peito encheu-se de raiva.

- Vá pro inferno, Bondurant – gritou ela aproximando-se dele – Você sabe muito bem que as coisas não funcionam assim. Eu não quero isso, tanto quanto você – disse apontando para onde Trent estava, enroscado com duas garotas peitudas e semi nuas, fungou, tentando conter o bolo que queimava em sua garganta – E sabe também que já falei com TJ, e isso não é justo comigo também, porra!

Olhou para Ravenna, que a olhava alarmada. Disse que precisava de um tempo, que a amiga a cubrisse, então ela saiu do bar, indo em direção a área dos funcionários. Não sem antes passar por entre as loiras vadias e Trent, esbarrando em uma delas tão ferozmente que fez com que a menina caísse de bunda no chão.

- Foda-se – gritou sem se virar para encará-los, apenas queria chegar lá fora e deixar que as lágrimas que ardiam seus olhos escorressem por seu rosto.








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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Eadlyn Lance em Sab Nov 29, 2014 9:46 pm




I'm gonna get in trouble




Sabe aqueles dias que você sente que nem deveria ter saído de casai? Então. Eadlyn estava jurando de todas as formas que nunca mais colocava os pés naquela boate maldita. Talvez sequer voltasse a frequentar as aulas, já que a maioria dos presentes era parte do corpo estudantil de Yale. Estava se sentindo em uma daquelas comédias toscas que seu pai gostava de produzir, que em geral envolviam o mesmo roteiro clichê, com as humilhações à garota bobinha e ingênua, pelo grupo das populares bonitonas que não tinham nada melhor pra fazer em suas vidas do que atormentar os manés. Na verdade ela meio que se imaginou no lugar de Carrie, a estranha; a única parte realmente chata era que ela não tinha os poderes paranormais que transformavam a palhaçada toda num filme de terror.

Okay. Exagero. Ela não matava nem formiga, quanto mais idiotas bêbados.

Tentou esconder o rosto com as mãos quando a louca da Alpha mandou que começassem a filmar. Eadlyn adorava câmeras em geral, mas naquele momento passou a odiá-las. Tudo o que queria era se trancar em seu quarto e planejar a vingança friamente; se sobrasse tempo, é claro. O negócio é que ela teria que arrumar tempo, porque aquelas alphas não podiam sair impunes. Aquilo era, no mínimo, intimidação vexatória – sim, Eadlyn tinha amigos no curso de Direito e ela sabia muito bem sobre os seus.

Sua raiva chegou ao ápice quando Bree usou seu vestido como esfregão! Aquilo havia sido um presente! Não importava o preço, mas o valor sentimental e etc. Tentou pular no pescoço da loira, mas sentiu braços a segurando por trás, o que só fez com que ela trincasse os dentes como um animal selvagem, tentando se libertar. Nem estava dando atenção para o fato de estar praticamente pelada; o ódio a cegava. Agora entendia perfeitamente o porquê de Kappas e Alphas não serem compatíveis; era simplesmente porque as primeiras lutavam contra o que as segundas pregavam; eram opostos; inimigos naturais. Além do mais, alphas tinham um complexo de superioridade insuportável. Devia ser por causa do nome da fraternidade mesmo: tem gente que leva a sério demais.

- Só a título de informação: elas não queimaram os sutiãs de verdade em 1968 – falou, debochada, citando o que já havia lido milhares de vezes – O termo é meramente simbólico. Mas oh, espere, você não tem cérebro suficiente para entender isso, não é?

Mas a vaca já estava saindo dali, para o alívio de Eadlyn, e a maioria já não prestava atenção em sua pouca roupa. Ela supôs que era porque já tinham tirado fotos o bastante para um século de fofocas.

Debruçou-se sobre a mesa, na tentativa de resgatar o vestido, que nesse ponto estava encharcado de cerveja – coisa que ela nunca mais ia beber também; muitos votos naquela noite –, quando alguém a puxou pelo braço. Enrijeceu. A última coisa que ela precisava pra fechar com “chave de ouro” aquela noite era um estupro.

Mas na primeira frase viu que era simplesmente um idiota. Show? Só se fosse show de horrores. Revirou os olhos e voltou a atenção para a recuperação do vestido, o que não impediu o cara de continuar falando. Começou a torcer sua roupa, congelando quando ouviu a parte do “sinto muito por ter te empurrado”.

"Por ter te empurrado".

"POR TER TE EMPURRADO".

"Por. Ter. Te. Empurrado"!

Então era ele o filho da puta que fez com que ela pagasse o pior mico da sua existência!

Eadlyn virou-se para o moreno, direcionando todo o ódio que sentira de Bree para ele. Ela não estava nem ouvindo o que ele estava falando, nem entendeu porque ele estava tirando o suéter. Algumas pessoas até se viraram pensando que o showzinho estava prestes a recomeçar, mas então o garoto estava simplesmente estendendo o suéter pra que ela o vestisse.

- Isso é por ter me empurrado – disse, desferindo um tapa em seu rosto. Já não estava no controle de suas emoções. Se ficasse m ais um minuto no Neon, começaria a berrar como um bebê. – E eu vou ficar com a droga do suéter – arrancou a blusa das mãos dele, enfiando de qualquer forma por sobre a cabeça e saindo a passos duros daquela boate infernal.

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Trenton Bondurant em Dom Nov 30, 2014 6:16 pm

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Trenton estava parcialmente por dentro daquela conversa sobre peitos e silicone. As garotas ao seu redor mostravam os seios e pediam para que Trent verificasse, alegando serem originais. Obviamente que nenhuma daquelas loiras da Kappa tinha seios originais. Ele balançou a cabeça algumas vezes, fingindo interesse, mas mesmo podre de bêbado ele não conseguia se interessar por aquele tipo de coisa.


A frase de Camille martelava em sua mente. "Se vai me ignorar a noite inteira, sugiro que faça isso direito e vá para o bar sul". Bem que ele queria! Ignorar ela até que fosse verdade. Mas o lance era que ignorar não estava surtindo efeito nenhum, ao contrário, fazia piorar ainda mais a dor que sentia. Ele sabia também que ser amigos nunca daria certo, eles tentaram. A única maneira era se ambos se odiassem. Trent tinha a leve impressão que ela já o odiava. Mas ele seria capaz de odiá-la?


Uma das loiras se jogou em seu colo e por reflexo Trent a segurou. Era Kiberly ou Amber, ou talvez Ashley. Ele não fazia ideia, todas eram iguais para ele. A garota começou a lamber seus pescoço, e mesmo assim a atenção dele estava em outro lugar, alguns metros dali no bar. Porque seu irmão estava falando com ela? E porque ela estava gritando de volta? Era melhor que aquele fodido não dissesse uma palavra ou ele acabaria com a raça daquele bostinha. Camille saiu e ele a seguiu com os olhos. - Quem está afim de uma festinha particular?


Trent saiu com quatro loiras peitudas indo em direção ao estacionamento dos funcionários. Ele tinha algo para provar ali. Ao passar por Camille, Trent puxou uma carteira de cigarros do bolso. - Vão aquecendo o carro por mim. - Deu uma piscadela para as garotas e jogou sua chave para uma delas. Ele podia ver a cara de espanto e repugnância que Cami fazia para ele, enquanto ela estava discutindo com alguém pelo celular? Só podia ser o fodido do namorado dela. A lembrança deles dois se beijando e depois o arrependimento dela passaram por sua cabeça, e aquilo só fez crescer ainda mais o odio que sentia. Com o cigarro entre os lábios e um sorriso de desdem Trent parou em frente a Cami. - Problemas no paraíso, darling? - Riu sem humor enquanto acendia o cigarro, seu sotaque britânico se acentuou desta vez, ele não iria mais esconder nada, nem mesmo o sotaque.


Ele tinha parado de fumar fazia alguns meses. Mas depois que Camille tinha fodido com sua cabeça, e que ele não estava mais nem ai para sua saúde, voltou a fumar. Trent estava cansado de tudo, cansado de fingir e de ser o que ele não era. Agora ele tinha ligado o foda-se e faria qualquer coisa que estivesse em sua mente, até mesmo fazer com que Cami o odiasse ainda mais.
 
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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Camille Morrison em Dom Nov 30, 2014 7:32 pm


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Saiu para o estacionamento dos funcionários bufando de raiva. Raiva de tudo e todos. As lágrimas arderam em seus olhos segundos atrás, agora rolavam por seu rosto. Sua vida estava uma maldita merda, e a culpa era só dela. Queria sumir dali, mas ela não era esse tipo de garota, era do tipo que ficava  enfrentava os problemas.

Seus pensamentos foram distraídos quando seu celular, que estava em seu bolso, vibrou loucamente. Pegou o aparelho e viu o nome de TJ gravado no visor. Soltou um Porra” alto e então atendeu. Ele a saudou do jeito carinhoso de sempre, pedindo desculpas por não ter ligado antes, quando ela disse que precisava muito falar com ele.

- Sinto sua falta como louco. - disse ele carinhoso -Mas me conte o que houve?


Cobri meus olhos com minhas mãos, tão envergonhada que não poderia nem mesmo enfrentar uma sala vazia. Mesmo que passar o tempo com Trenton fosse divertido ou reconfortante no momento, eu sabia o que isso significava para Trenton, e como eu me sentiria se TJ estivesse fazendo a mesma coisa. Ver dois homens ao mesmo tempo – tendo sexo envolvido ou não – era desonesto. Tanto T.J. como Trenton mereciam mais do que isso.


- Eu o beijei – disse a ele pelo telefone e imediatamente suas mãos começaram a tremer. Vários minutos se passaram antes que qualquer um tivesse coragem de falar mais alguma coisa. Então ela voltou a dizer para que ele entendesse melhor – Eu beijei Trenton.


- Você o beijou ou ele beijou você? – Ele perguntou calmamente, como se a pergunta fosse sobre refrigerantes.


- Isso importa? – Eu disse um pouco exasperada? Ele começava a me irritar. E quando ele disse que sim, com uma calma que doía, ela apenas respondeu - Eu o beijei.


- Imaginava – porra, como assim ele imaginava? A raiva de Cami crescia a cada segundo, nem ela imaginava, e ele sim?



Então, impedindo que ela respondesse qualquer coisa a ele, Trenton saiu pela mesma porta que ela, por mais que fosse uma área proibida a funcionários, deixando Cami de boca aberta. Ele estava praticamente sendo levado pelas loiras peitudas e vadias. A raiva de Camille cresceu anda mais. Lembrou-se que estava no telefone e voltou a se concentrar.


- E agora? O que vai ser? – ela gritou pouco se importando que estivesse sendo observada, apenas virou de costas e continuou a gritar – Você sabia porra, você sabia de tudo isso e mesmo assim não se importa. Você nunca se importa.



Ouviu os saltos das loiras se afastarem e o barulho de um carro sendo aberto. Suspirou aliviada, talvez todos tivessem realmente ido embora. Mas ao virar-se para trás, deparou-se com Trent, que agora filmava e a observava. Os olhos da garota estavam marejados e ela não se importava mais com isso.


TJ não a respondia, ele apenas suspirava do outro lado, talvez pensando, mas aquilo era irritante demais para ela. Trent se aproximou, perguntando se ela estava com problemas no paraíso.


– Ele está ai? – TJ finalmente perguntou, com a voz um pouco alterada.


- Sim – disse Cami ríspida – E eu vou desligar.


Mas antes que ela pudesse de fato desligar, ela ouviu TJ dizer: “Estou agendando para você um voo para a Califórnia” Então ela desligou. Era na Califórnia que ele estava? Achou que ele nem estivesse nesse continente. Guardou o aparelho no cós de sua calça e voltou sua atenção para Trent.


- Não está me ignorando agora? – disse irritada, cruzando os braços nus na frente de seu decote – Ou isso é apenas para esfregar na minha cara as piranhas com quem você tem saído?


Disse ela, sem se importar com qualquer outra coisa, sabia que havia magoado ele, ela estava magoada, e não merecia ninguém no momento, ela uma fodida cadela. Mas não queria que ele esfregasse isso em sua cara.







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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Trenton Bondurant em Dom Nov 30, 2014 8:01 pm

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- Você se importa? Está com ciúmes, boneca? - Riu balançando a cabeça. Acendeu o seu cigarro e caminhou mais alguns passos para Camille. - E desde quando você se importa com alguma coisa que não seja você mesma?  - Trent se sentiu um bastardo no minuto em que disse aquilo, mas não voltaria atrás. Só de pensar que segundos atrás ela estava falando com aquele merda o deixava puto da vida.


- Estava falando com ele? Onde diabos esse cara esta? - Por mais que ele quisesse não saber, não querer saber e desejasse poder ignorar tudo que vinha do tal namorado, a curiosidade de Trent falava mais alto. - Espere, eu não quero saber. - Fitou o chão por alguns instantes. O que ele estava fazendo? Ele tinha decidido odiá-la e agora estava ali louco por saber o que estava acontecendo com ela. - Você contou pra ele não foi. - Aquilo não fora uma pergunta.


Pela discussão em que ele presenciara, Trent sabia o por que dos olhos de Cami estarem marejados. Por um segundo ele sentiu culpa. - O que ele te disse? - Voltou a encara-la nos olhos. - Eu também não quero saber isso. - Ele não fazia a porra de sentido nenhum. Ele tinha acabado com uma garrafa de Whiskey sozinho e já estava sóbrio novamente, sentindo-se um lixo. Passou a mão pelos cabelos. Tinha um bando de garotas em seu carro e ele só queria que Camille falasse com ele. Se ela dissesse uma palavra, ele mandaria todas aquelas loiras para o inferno e ficaria ali com ela.


- O que estamos fazendo, Camille? - Não era uma pergunta direcionada só para ela. Trent também queria saber o que ele estava fazendo consigo mesmo. Encarou os olhos claros de Cami esperando que ela pudesse resolver tudo ali. Novamente viu o rosto de arrependimento dela. Não havia mais o por quê de ele ficar se rastejando por uma coisa que nunca iria acontecer. - Não importa mais. - Voltou para o seu carro, mandando a loira atrás do volante sair para o lado. Ele saiu daquele estacionamento com as garotas gritando e cantando dentro do carro, e a última coisa que viu foi Camille parada no mesmo lugar.

Encerrado.
 
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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Beatrice White em Ter Dez 02, 2014 11:26 pm



Just Fun

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Assim que cheguei ao Neon club eu sabia que lá era minha área, boa parte dos clientes lá eram universitários, o que facilitava a merda toda, essa noite eu vestia um versace preto curto, ele modelava meu corpo lindamente, ao contrario do que pensavam eu não era uma delta sem recursos, muito pelo contrario, minha família tinha dinheiro suficiente para que eu apertasse alguns baseados com notas de cem, o que por diversão admito ter feito algumas vezes, o problema era que  toda vez que olhava para aquela vida regrada de herdeira isso me irritava, bastava olhar  para uma Alpha e me lembrava  o motivo que odiar tanto aquilo tudo, falando em Alphas, lá estava eu observando mais uma das cenas de humilhação publica delas.


Um cara me encarou de longe, eu sabia exatamente o que significava, me aproximei de forma calma, ele escorregou o dinheiro rapidamente para mim, tentando levar o minimo de suspeitas, dei um beijo rápido no homem, afinal ele não era de se jogar fora e coloquei a droga em seu bolso, aquilo era comum, drogas, sexo e diversão a muito tempo eram meu lema, a adrenalina de não ser pega que era o que fazia tudo mais interessante.


Voltei ao bar e pedi a bebida  mais colorida do lugar, a noite só havia começado.
TRAFICANDO ALEGREMENTE VESTINDO ISSO AQUI E ASSIM VAI, SACOU? TEMPLATE MADE BY IAN TO AGLOMERADO.

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Désirée Worthington em Sex Dez 05, 2014 12:57 pm




I need a superhero
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Odiava apostas com todas as suas forças. Não que a ruiva fosse muito forte, mas enfim, o que ela sabia e sentia é que as apostas são coisas crueis, horríveis, acabam com as pessoas e ela nunca mais apostaria nada. Nunca mais iria cair nessa de nenhum de seus colegas de fraternidade.

Por que diabos tinha aceitado aquela porcaria mesmo? Urgh! Désirée era uma louca, sem noção! Devia estar possuída por algum espírito malígno e vingativo quando disse "sim" para o pessoal da Pi Sigma.

Eles sabiam que ela não gostava de festas. Sentia-se desconfortável, não gostava de chamar atenção, não gostava de se produzir e não gostava de usar saltos. Como iria numa festa sem saltos? Não é como se estivesse indo para mais uma aula na Yale e pudesse usar apenas um all star ou qualquer coisa baixinha e confortável.

Sem falar que a jovem sabia que se fosse pagar aquela dívida, deveria pagar com estilo e não deixariam que ela saísse toda mulambenta. Droga. Odiava aqueles jovens com sede de ver o mal.

Todos os seus colegas sabiam que a ruiva estava interessada em pegar a vaga de monitora para a matéria de Economia e isso não era grande coisa. Ser monitor de alguma matéria nunca fora novidade ou surpresa para os alunos da Pi Sigma, mas o que deixava tudo mais interessante, diferente, arriscado e estranho, era o professor dessa matéria. Mas estranho mesmo era alguém cogitar ser monitora para ele.

Mas o que podia fazer? Ela realmente havia gostado da matéria e tinha se saído bem, poxa. Sem falar que sabia que não haveria concorrência alguma e que poderia ser mais fácil conseguir o que queria. Mas é claro, seus lindos colegas conheciam ela muito bem e também conheciam o professor melhor do que ela e por isso resolveram apostar.

Se ela conseguisse a vaga teria que ir passar uma noite na Neon Club. Deveria frequentar alguma festa que tivesse ali e caso ela não conseguisse, eles pagariam trezentos dólares para ela.

Como eles resolveram apostar algo assim, ela imaginou que seria porque nunca iria conseguir a vaga, mesmo que não tivesse concorrência e por isso aceitou, imaginando que ainda ganharia dinheiro com isso. Mas não. Indo contra TODAS, veja bem, TODAS as probabilidades dele não aceitá-la... Ele resolver dizer SIM e Désirée era a nova monitora de Economia. Yupi.

Por isso ela estava ali. Naquele lugar tão... Estranho para ela. Sentia-se desconfortável. Seus pés doiam com o salto e era nada agradável andar com um vestido. Estava tão acostumada a estar sempre de calça jeans que sentia-se um alienígena com aquela roupa.

Alguns rapazes a acompanharam, como Matthew O'Donnel, Jack Smith e Peter Swan. Queria que tivesse ao menos mais uma garota para quem ela pudesse desabafar e reclamar sobre aquele traje. E a maquiagem! Só estava usando um batom, mas ainda assim... Aquilo não era ela.

Resolveu ir no banheiro. Precisava respirar ar puro e necessitava de alguns minutos apenas para si. O llugar estava lotado e ainda estava tremendo de tão nervosa por ver uma garota tirando a roupa. Santo Cristo! Em que lugar ela havia se metido? Depois de respirar fundo várias vezes, jogar uma água no rosto e se acalmar, resolveu que era hora de sair ou então os garotos não aceitariam a aposta como paga e fariam a ruiva ir ali mais uma vez.

Saiu do banheiro com dificuldade. As pessoas ali pareciam que estavam se multiplicando, porque ela tinha certeza que havia menos pessoas quando fora ao banheiro. Mas isso não importava. O que importava era pagar aquela maldita aposta e poder ir para a casa.

Mas é claro, como ela era um ser com muuuuita sorte, não conseguiu dar muitos passos sem ser interrompida. Por algum acaso ela tinha cara das vadias dali? Ela era alguma Kappa que saia por aí tirando as roupas? Não! Ela era uma nerd declarada! Então porque estava sendo seguida por um cara ali dentro? Tentou despistá-lo, mas é claro que sua tentativa não dera certa.

Falhou miseravelmente e se deparou com o mesmo cara bem na sua frete, com os olhos vermelhos e o hálito com um forte cheiro de álcool. Onde estavam aqueles meninos quando precisava?

- Oi, princesa.

O cara disse aproximando-se dela e colocando a mão de sua cintura. A mulher tentou sair dali, mas nunca era justo uma batalha de forças entre um homem e uma mulher Queria chorar e chamar o seu pai para ajudá-la e dar uns bons socos naquele bêbado. Mas a quem iria recorrer? Todos ali tinham uma parcela de álcool no organismo e ninguém realmente estava prestando atenção nela.

- Deixe-me ir ou eu vou gritar! - Ah claro, como se alguém fosse ouvia-la com todo aquele barulho. Mas se não tentasse nunca saberia se daria certo.

Roupa

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Camille Morrison em Dom Dez 07, 2014 2:35 pm


Baby Doll


Ouviu as palavras cortantes de Trent e quis gritar com ele, gritar que sim, estava com ciumes, estava morta de ciúmes. Mas as ofensas que ele jogava em sua cara eram tão horríveis que ela ficou mortificada e indignada e simplesmente não conseguir dizer nada. É claro que ela se importa, se importava fodidamente com ele, e sempre fora assim, ele é que nunca percebera. Mas o que esperar dele? Como poderia esperar algo dele?

Então de repente ele mudou sua postura e perguntou se ela estava falando com TJ, sem ao menos tocar no nome dele, mas ela sabia que era dele que Trenton se referia. Abriu a boca para responder mas ele a cortou, dizendo que não queria saber.

Então ele afirmou que ela havia contado a TJ sobre eles, e ela, incapaz de proferir uma sequer palavra apenas assentiu, mas duvidou que ele tivesse visto, pois ele encarava o chão. Mas então ele perguntara, com um tom de aflição na voz, o que o namorado dela havia dito. E antes que ela pudesse respondeu, ele disse que não queria saber, de novo. Porra, ele não fazia sentido nenhum, e ainda fodia com o cérebro da garota.

Quis gritar com ele, jogar algo nele, sentiu falta das frutas de plástico de seu estúdio, mas estava tão cansada de brigar que apensas o fitou por um longo momento, vendo algo como desespero e súplica ali. Colocou uma mão sobre a testa, massageando levemente, como se aquilo fosse se resolver. Olhou-o de novo, detendo-se por alguns segundos em seus lábios cheios, e pegou-se lembrando do beijo que dera nele, e naqueles lábios macios e urgentes contra o seus. Como queria senti-los de novo.

Mas antes que isso acontecesse, ela precisava ajeitar sua vida, não queria ser uma cadela e ficar com ambos ao mesmo tempo, nenhum deles merecia isso. Levantou o olhar para os olhos que a fitavam, arrependendo-se de namorar, e foi ai que seu coração se partiu em milhares de pedaços.

Trenton se afastou dela, a passos largos se aproximou de onde aquelas biscates malditas o aguardavam cheias de risos, gritinhos, e putaria. Deixando-a ali, parada no meio do estacionamento, com lágrimas nos olhos e um coração destroçado. Ele preferia uma vida de putarias e bebedeiras a ela, é claro que preferia, havia sido assim a vida toda, porque seria diferente agora.

Abriu o celular que estava em suas mãos, digitou uma mensagem para TJ e apertou o botão enviar, enquanto via o carro de Trent sair do estacionamento, cheio de piranhas gritando felizes. Olhou para a tela do celular que dizia:


Me avise o horário do vôo.
E então vamos resolver tudo


Lutaria para colocar sua vida nos eixos. Amava TJ, não amava? Não sabia mais a resposta para essa pergunta. Mas iria descobrir. Enxugou as lágrimas, respirou fundo e voltou para o bar, precisa trabalhar a final de contas. Mas aquele era um dia em que Cami desejou não ter saído da cama. Ao voltar para o Neon, estava tão dilacerada que mal viu por onde ia, trombando com quem desejava evitar aquela noite. Ninguém mais, ninguém menos que Bree Fisher.

Esperou por mais insultos vindo da menina, mas eles não vieram. A loira parecia ligeiramente chateada, e aborrecida. Porra, a vida estava mesmo uma merda. Mas o que tinha acontecido com a Barbie Malibu, pegou-se pensando, será que havia quebrado uma unha? Sabia que se arrependeria mais tarde, mas não conseguiu conter.

- Está tudo bem? - olhou longamente a menina, analisando-a.








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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Dash Williams em Dom Dez 07, 2014 6:42 pm

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Eu tinha seis anos, era educação física e óbvio, estavamos jogando queimada. Meu time estava perdendo, só havia sobrado eu e mais dois garotos mais baixos que eu, e muito pouco habilidosos, estava claro que eles tinham conseguido ficar apenas por sorte ou pela boa e velha estratégia de se esconder atrás dos garotos maiores e mais corpulentos, que agora já haviam sido "queimados". Os dois já haviam aceitado que logo seriam atingidos, mesmo que perder o jogo de queimada seja uma coisa estúpida, eles se olhavam em pânico, como se a bola fosse um tiro de cachão.
A analogia me fez voltar pro lugar entorpecido da minha mente. As coisas em casa estavam péssimas, meu pai havia ido para o Iraque. De novo. Mamãe chorava o dia todo. E eu simplesmente não conseguia me focar em nada. Era como se estivesse em outro lugar. No Iraque talvez, pensando no papai, me perguntando se estava bem, e quando mamãe iria parar de chorar. Por tanto, eu me encaixava perfeitamente no grupo dos que tinha sobrevivido ao jogo por pura sorte. Por tanto, o barulho da bola acertando o garoto que passava a centimetros de mim, me deixou alerta. Olhei para Pete que agora só faltava chorar enquanto corria para todos os lados desesperamente. Vi Tim, um garoto muito grande alto, se aproximando e indo em cheio acertar Pete, de repente, eu me vi correndo,atravessando a quadra em poucos segundos, indo até a bola, a interceptando, e salvando Pete de um roxo certo. Segurei a bola com a mão, e joguei com força, fazendo a bola acertar a barriga de Tim que caiu, gemendo de dor. Mesmo que não tivesse valido, e eu tivesse sido expulso do jogo pela jogada, deixando Pete sozinho na quadra, minha corrida, e percepção de jogada me garantiram um treino com os meninos mais velhos e um teste para o Cornerback do time  de futebol americando da escola.
Aquele dia foi marcante pra mim, não por ser o dia que mudou tudo, mas por ser a primeira vez que eu consegui fugir de todos os problemas. E era bom não ficar triste, por mais rápido que fosse. Jogar era minha válvula de escape.
Isso é por ter me empurrado.  
Senti o tapa no meu rosto, como um estalo. Não doeu, própriamente dito, mas o tapa me despertou, como aquele se aquele garoto do colégio, que eu nunca soube o nome, tivesse sido acertado novamente por Tim. Naquele momento, eu esqueci dos meus problemas, das saudades de casa. Tudo o que eu pensei, foi naquela garota, pegando meu sueter, o passando pela cabeça desajeitadamente, pisando duro.
Dei um passo pra trás, e passei a mão no rosto, atordoado, e então balancei a cabeça negativamente, piscando repetitivamente, e então ri, sem acreditar no que havia acontecido. Ela realmente havia me batido. Mordi os lábios, a vendo ir embora com apenas o meu sueter. Alguma garçonete estava passando com uma bebida, porém peguei o copinho com uma dose de alguma coisa, e enguli apenas de uma vez, sem tirar a garota da cabeça nem por um segundo. Suspirei, e então olhei em volta, pronto para alguma atitude. Subi as escadas, aonde o showzinho da Kappa com a Alpha aconteceu, e então me aproximei de Bree, e agarrei o vestido encharcado de Eadlyn.
Eu sabia que não seria fácil tirar o trófeu da alpha, mas então a olhei camaradamente, e sorri. - Qual é, Bree.. - Suspirei, levantando as mãos pro ar, exageramente, como se tivesse me rendendo. - Você já se divertiu o bastante.. - Argumentei brincando, e então peguei o vestido da garota, e então saí antes que Bree decidisse mudar de ideia e começar outra discussão.
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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Bree Fisher em Dom Dez 07, 2014 7:56 pm


Oh, If I Knew
Oh, Oh, Oh I, I was a city boy Riding to danger’s where I’d always run Above and is hurt I wouldn't have done All the things that I've done
O episódio da Kappa estava quase esquecido enquanto a maioria das pessoas tinham coisas muito interessantes pra fazer, como ficar completamente bebêdo, fora do ar, ou fazer sexo. O que praticamente estava acontecendo pelas paredes do Neon, como se fosse alguma casa de Swing e as pessoas nunca tivesse ouvido falar de um lugar novo, chamado Motel. Talvez a ideia de fazer a morena tirar a roupa tivesse dado uma animada no pessoal. Bom, pelo menos ela teria algo pra se orgulhar na vida. Essa noite, muita gente ia sujar os lençois com a memória do Strip Tease de Eadlyn.
Chloe e Tereza haviam desaparecido entra a multidão, e eu não tinha ideia de como estava Beth no meio daquele zoologico.. E eu me encontrava sozinha na minha mesa na área VIP, já que apesar de ter uma lista um tanto cumprida de pecados cometidos, traição não era um item da lista. Eu e Kyle estavamos juntos, mesmo que não tivessemos tido a conversa sobre fidelidade, e estabilidade de um relacionamento sério. Para falar a verdade, não tinhamos tido quase nenhuma conversa. Era sempre um lance bem físico, e social. Quando não estavamos na cama, estavamos em alguma festa e nesses momentos sempre conversavamos com os outros, e não um com o outro. E tirando o fato dele ser de Cancer, e morar na Pensylvania eu sabia muito pouco sobre ele. Não que importasse.. Garotos não são muito diferentes, essa obssessão de escolher algum é pura perda de tempo, afinal todos eles são uns babacas, e se não são, um dia serão.
É.. acho que se podia dizer que eu não estava exatamente apaixonada, mas mesmo assim, eu não era uma traidora. Porém, como qualquer garota eu não consegui evitar, e stalkei o instagram e Snapchat do gato, só por preucação. Eu estava na minha missão, quando pela minha visão periférica, vi o tecido azul royal escapar pelas mãos do jogador de futebol americano da faculdade. Afastei o celular do rosto, e o fuzilei com os olhos. - O que você pensa que está fazendo? - Perguntei incrédula, porém sem me mexer.
Ouvi o que o cara disse, a postura dele era de engraçadinho, e provavelmente era um tarado, que não se contentava só com as fotos, estreitei os olhos pra ele, nada contente por ele estar com as patinhas no meu vestido. Encarei ele por alguns segundos e então olhei para os lados, vendo se alguém estava reparando na cena, e então me afundei novamente no sofá. -  Ta pega isso e some da minha frente.. - Praticamente vociferei, como uma criança contrariada.
Voltei deslizar o dedo pelo visor do meu celular, vendo as fotos dos amigos de Kyle, procurando por alguma coisa, quando o celular vibrou e como eu estava com o dedo na tela deslizando pelas fotos, não consegui ignorar a ligação. O rosto de minha irmã brilhou na tela no meio da tela verde, indicando que ela estava na linha. Arfei com a surpresa, e por um momento, tive certeza que vi meu celular tremendo nas minhas mãos antes de perceber que era minha mão que tremia descontroladamente. Não só minha mão, sentia que até meus fios tremiam enquanto eu levava o celular até a orelha.
- Alô? ... Alô? - Ouvi a voz doce da minha irmã e logo, entrei em desespero. Izzy não me ligava nunca, a não ser que algo horrivel tivesse acontecido.
- Alô, Izzi?? - Tentei mas estava o som da boate estava tão alto que eu mal ouvia a minha própria voz. Izzy tentou falar algo, e eu não consegui entender uma só palavra. Temia pelo pior, e logo todo meu ódio estava praticamente me cegando, enquanto eu empurrava pessoas e corpos de bêbados pelo caminho até fora do Neon.
- Alô?? Izzy? Ainda está ai? - Perguntei desesperada, enquanto eu saía tropicando para o ar gelado do inverno, esquecendo completamente do casaco.
- Bree, ainda bem que atendeu. Eu não sabia mais pra quem ligar. - Ela dizia, e pelo tom dela, eu podia muito bem imaginar, ela estava aos prantos. Izzy foi mandada para um colégio interno na Suiça no mesmo ano que eu entrei para a faculdade. Ela estava longe de todos, mas essa é a melhor definição de bem que eu podia imaginar para Izzy.
- O que houve, querida? - Soltei, e dessa vez não havia nenhum tom de sarcasmo ou ironia em minha voz.
-O papai.. Ele.. Veio até Suiça, e disse que não iria mais tolerar mais nosso comportamento. Está me levando de volta para os Estados Unidos!! - Ela estava realmente aos prontos, eu podia praticamente vê-la sentada em sua cama chorando, desesperada. Izzy não era uma menina forte, eu e Henry fizemos o melhor que pudemos para protegê-la dos nossos pais, mas não havia sio o suficiente, e por isso a probrezinha tinha os nervos em frangalhos.
- Querida se acalme!! Eu vou falar com ele.. Eu darei um jeito, você não vai voltar, ok? Eu prometo que cuidarei de tudo! - Disse tentando tranquilizá-la. Desliguei após acalmá-la por alguns minutos, e então liguei para o meu pai, eu sabia o que eu bastardo queria.
O telefone tocou apenas algumas vezes, antes dele atender com um prazer irritante na voz. - Já não era sem tempo.. - Dizia ele, e eu travei um urro de ódio que quase escapou pelos meus lábios.
- Deixe a Izzy em paz, eu sei o que você quer.. E eu faço. Venha me encontrar na segunda feira, e eu faço o que quiser. - Disse, cada sílaba pingando de ódio. - Só deixe ela em paz.
- Bom, bom.. Agora estamos nos entendo. - Ele disse, e eu ouvi seu risinho sínico do outro lado do celular. - Não tenho interesse em sua irmã.. Mas precisava de sua atenção. E eu consegui. Eu sempre consigo, Bree.. não tente lutar contra isso.. - Ele dizia, e eu podia sentir a raiva transbordar de mim, como ondas deixando o meu corpo. Desliguei o celular, e por muito pouco não o joguei na parede.
Quando me virei, encontrei Camille Morrisson me encarando, e eu arfei, passando a mão nos cabelos, e percebendo por acidente uma umidez em meu rosto. Pelo visto, a raiva realmente havia estravasado de mim, em formas de lagrimas e então mordi os lábios, e apertei os braços em mim volta, sentindo pela primeira vez depois de que sai do Neon o frio congelante. Olhei para a morena, não acreditando que a idiota havia me visto chorar e então passei pisando duro, a atropelando no processo. - Não enche, retardada.
Soltei e então voltei para dentro da boate, apenas para pegar meu casaco, e bolsa e ir embora daquele lugar.
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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Richard Bondurant em Seg Dez 28, 2015 8:31 pm



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Assim que se aproximou da saída, seus olhos avistaram um ponto laranja na multidão. E pelo que parecia, o ponto laranja estava em apuros. "Maravilha".

Agarrou o braço do idiota com a maior força que tinha. Ele não era nenhum fracote, era óbvio pelo tamanho de seus músculos, mas com toda a raiva recolhida de outrora, agora ele podia descontar em alguma coisa, ou alguém. "Sério mesmo? Você achou mesmo que agarrando uma garota na porta do banheiro, iria conseguir alguma coisa com ela? Você é apenas estupido ou tem algum tipo de problema mental?" - Rick empurrou o sujeito para longe da ruiva, ainda sem notar de quem se tratava. O idiota ainda tentou arrumar briga com Rick, mas este apenas o empurrou para mais longe. "Você é retardado? Pois agora ira pedir desculpas a garota e dar o fora daqui." - Disse enquanto jogava uma mão pesada sobre o ombro do outro cara e apertava com força, até que este se curvasse para a frente com a dor. - "Entendeu? Peça desculpas agora!" - O garoto apenas balbuciou um desculpe a saiu correndo dali.

Rick se virou para a frente e quase não acreditou. "A mas isso só pode ser algum tipo de brincadeira!" - Balançou a cabeça desacreditado. Era a nova monitora. Ele havia contratado-a a apenas algumas horas antes. Não sabia se era a raiva pelo seu irmão babaca, ou se era pelo idiota do banheiro, mas Rick estava muito puto agora. "O que você está fazendo aqui menina?" - Rapidamente arrependeu-se de sua pergunta. Oras, ela era jovem e podia fazer o que quisesse. O que ele estava pensando que era? O pai da garota? Ele era muito novo para ser pai, pelo amor de Deus. "Olha, isso não é da minha conta." - Estava tentando voltar a si e ser razoável, jovens saem para se divertir, certo? Meu Deus, ele estava virando um tiozão. Balançou a cabeça. "Escute, só seja mais cautelosa certo? Fique atenta." - Sim, agora ele dava conselhos. Que piada! Geralmente eram os outros que aconselhavam ele. Ou aconselhavam as jovens a ficarem longe dele. "Posso não estar aqui da próxima vez." - WTF! O que merda ele acabou de dizer? Agora ele era algum tipo de herói?!

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Désirée Worthington em Seg Dez 28, 2015 9:44 pm




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Estava cogitando seriamente a hipótese de começar a chorar como uma criança quando se deu conta de que estava sozinha nessa; imaginou quanto tempo mais iria aguentar sem fazer um mini escândalo ou qualquer coisa que chamasse a atenção de alguém até que ela foi salva. Realmente salva, mas não por um príncipe idiota e não havia nenhum cavalo branco a espreita.

Não o vira chegar, nem ao menos sentira sua presença intimidadora (o que sempre conseguia sentir quando estavam na faculdade, como se ele emanasse uma áurea ou coisa do tipo). Foi então que ouviu sua voz, e viu o braço do rapaz que a agarrava ser firmemente pego.

Queria lhe oferecer um sorriso e agradecer pelo o que ele fizera, mas ele não a olhava nos olhos e Desiree começou a se sentir culpado, mesmo não tendo nenhuma razão para isso. Como ela poderia ser culpada de algo assim? Ele provavelmente não a olhava porque não queria ter que lidar com uma mulherzinha frágil e assim poderia fugir o mais rápido possível.

Teoria, teorias. Mais uma teoria da ruiva que foi ao chão. Ele apenas não a tinha reconhecido. A garota não sabia se sentia aliviada ou insultada por isso.

Já o vira estressado inúmeras vezes durante as aulas, mas ele nunca, jamais havia alterado o tom de sua voz com ela. Até porque ela nunca havia lhe dado motivo para tal. Mas então estavam os dois ali, em uma boate, ela fora assediada e ele fora o seu salvador e então... Ele estava zangado com ela? Não fazia o menor sentido e isso a irritou.

- Quer realmente saber, professor? – Olhou para os lados, respirou fundo e falou antes que perdesse a coragem. – A culpa é sua! – Quando se deu conta de que isso não fazia o menor sentido, que ele nunca entenderia o porquê da culpa ser dele, resolveu arrumar a situação antes que ele não a quisesse mais como monitora. – A culpa é minha, ok? Não é que os machões como você pensam? Que se uma mulher é assediada a culpa é dela? Por causa de sua roupa, porque ela estava pedindo por isso.

Fora do controle era pouco. Provavelmente a bipolaridade de seu professor estivesse sendo passada para ela. Quem sabe bipolaridade seja uma doença contagiosa e ninguém nunca se deu conta disso.

Sua situação definitivamente não estava nada boa. Explodir com um dos professores com uma das piores famas de toda Yale era um péssimo jeito de tentar remediar a situação. Respirou fundo e passou a mão por seus cabelos.

- Desculpe por isso. Ele me deixou nervosa. – Não queria nem imaginar o que teria acontecido caso Richard não tivesse aparecido. Olhou para os olhos dele e sorriu. – Muito obrigada. – Bem, talvez ele não fosse assim tão ruim. – O mínimo que posso fazer é te pagar uma bebida.

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Richard Bondurant em Ter Dez 29, 2015 1:31 pm



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“Minha culpa? E o que eu fiz exatamente, senhorita…” Qual era o nome dela mesmo? Alguma coisa com Wort... Ele não fazia ideia. “Escute, não foi isso que eu quis dizer. Não estou bancando o machista nem algo do tipo. Mas como bem sabe, lugares como esse podem atrair todo tipo de gente.”
Quanto mais ele tentava se explicar, mais ele piorava a situação. E mais a sua dor de cabeça piorava. Olhou para trás, pensando que talvez estava na hora de sair daquele lugar nojento quando foi pego de surpresa pela garota. “Não precisa agradecer.” Voltou a sua atenção para a ruiva. Assim que ouviu a proposta suas sobrancelhas se ergueram enquanto franzia o cenho surpreso.

Ok, primeiro que aquela garota era uma aluna e ainda por cima a sua monitora. Rick podia ser o que fosse, mas ele era extremamente profissional. Segundo que aquele lugar estava lhe dando dores de cabeça suficientes para uma semana inteira e terceiro por que aquilo não tinha nenhum cabimento. Certo? E quarto, ela era só uma menina! Ela deveria ter uns 17 anos!

Limpou a garganta enquanto passava a mão pelos cabelos bagunçados. “Olha, não leve-me a mal mas isso não é certo. E eu estou aqui apenas para resolver um problema de família.” Não queria um momento de constrangimento, mas acabou acontecendo. Ele também não queria entrar em detalhes do porquê estava ali, mas também não queria que ela pensasse que ele era o tipo de cara que frequentava esse tipo de lugar. E por que ele se importava com o que ela pensava? Ele não se importava com o que qualquer um pensava sobre ele, sobretudo os seus alunos.

Olhou seriamente para a ruiva, percebendo pela primeira vez a roupa que esta usava. “Eu deveria ir agora.” Acenou com a cabeça enquanto vira-se em direção a saída.


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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Désirée Worthington em Ter Dez 29, 2015 3:05 pm




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O sorriso que mantinha eu seu rosto sumiu rapidamente com a resposta que obteve. Entendia perfeitamente o lado dele e gostava de sua atitude, admirava saber que ele não era o tipo de professor que saia agarrando as alunas por aí como uns e outros. Isso a fez sentir-se aliviada, não correria risco algum enquanto trabalhassem juntos. Ainda assim, mesmo sentindo esse alívio, ela ficou triste.

Bem, eles iriam trabalhar juntos por meses, então não seria melhor que eles tivessem uma relação legal? Saudável? Era importante que se dessem bem e a ruiva apenas estava tentando agradecer, não apenas por ele ter lhe livrado de um bêbado sem noção, mas também seria uma forma de se desculpar pelos insultos e os segundos que se alterou com ele.

Não entendia como aquilo não poderia ser certo. Ela não estava se jogando em cima, nem ao menos lhe provocava. Homens nunca iriam fazer sentido na cabeça de Desiree, era ridículo eles dizerem que as mulheres que eram as complicadas. Ela estava ali, de frente à ele, e apenas queria resolver as coisas.

- E se ele voltar? – Soltou a primeira coisa que lhe veio em mente. Jamais iria admitir aquilo em voz alta, mas estava com medo do cara ver que ela não tinha mais a companhia de Rick para lhe proteger. Quem sabe ele voltasse? Quem sabe como as coisas poderiam terminar desta vez? – Ou se da próxima for outra pessoa e ninguém notar?

A ruiva era uma mulher enorme, tinha basicamente 1,80 m de altura e isso era muito para qualquer garota, assim, não era para se sentir intimidade por qualquer coisa. Mas o que ela podia fazer? Ela era uma menininha, afinal de contas e ele não poderia deixá-la sozinha e indefesa. Na verdade, ele podia sim, não devia nada à ela, mas preferia pensar que ele não a deixaria ali sozinha.

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Richard Bondurant em Ter Dez 29, 2015 3:29 pm



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“Você não veio sozinha pra cá, veio? Por que seria muito estúpido da sua parte.” Novamente Rick não conteve sua língua. Ele era um homem de poucas palavras, e sempre fora totalmente franco. O que poderia ofender algumas pessoas. “Vá para junto dos seus amigos ou namorado e aproveite a sua noite.”


Richard estava pronto para encerrar aquela história, voltar para casa e tomar um bom banho. Virou-se de costas mais algo o deteve. Não estava certo deixa-la sozinha, mas não era problema dele também. Lutou com o seu dilema por alguns segundos antes de virar-se para ela novamente. “Posso dar-lhe uma carona pra casa se você quiser.”


O que merda ele tinha acabado de dizer? E se alguém os visse? Imagina o tamanho do problema que seria se alguém os visse e reconhecesse, e o pior, soubesse que ela era monitora da sua matéria.

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Re: << I wish that I could be like the cool kids >>

Mensagem por Désirée Worthington em Ter Dez 29, 2015 4:11 pm




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Gostaria de ter ficado insultado com aquela pergunta. É óbvio que ela não foi sozinha; o que ele achava que ela era afinal de contas? Rolou os olhos, já que bufar na frente dele seria uma péssima ideia. Olhou em volta procurando mais uma vez por aqueles bastardos idiotas que a carregaram até ali e sumiram cinco segundos depois.

Malditos. Frouxos. Eles iriam se ver com ela. Com certeza seria melhor ter perdido aquela maldita aposta e agora teria trezentos dólares para gastar com livros, chocolates e mais livros.

Olhou- com indignação. Ela tinha cara de burra ou o que? Como se ela estivesse ali de boa vontade para o seu próprio abate na Neon Club. Richard Bondurant não a conhecia nenhum pouco e isso ficava cada vez mais evidente. É claro que preferia estar com seus amigos à estar ali solitária tendo aquela conversa; e namorado? PFFFF Como se a ruiva soubesse o que era isso em sua vida.

Estava quase saindo dali batendo os pés com força no chão quando o ouviu uma vez mais. Por muito pouco não gritou um “O QUE É?” para ele. Ainda bem que não o fez.

Respirou fundo, completamente aliviada e sorriu-lhe amavelmente. Mordeu os lábios e olhou pela boate uma última vez. – Nos encontramos lá fora, certo? – Sabia que seria melhor que não fossem vistos juntos, ele com certeza não queria ser demitido por se envolver com suas estudantes, mesmo que Desiree não fosse mais sua aluna. Embora ela sinceramente não desse a mínima para o que os outros pensavam dela.

Jogou os cabelos para trás e começou a andar por entre a multidão com certa dificuldade, sem nunca deixar de olhar para trás, para conferir que ele a seguia, mas sem nunca deixar a descrição de lado.

Encerrado

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